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Posts com tag “Ozwell E. Spencer

Chris Redfield

Chris Redfield (Resident Evil 5)

Dados Pessoais

Idade: 35
Tipo sanguíneo: O
Altura: 1,85 m
Peso: 85 kg
Unidade atual: BSAA (Divisão Norte-americana)

Chris é um membro da divisão Norte-americana da BSAA (Aliança de Avaliação e Segurança contra o Bioterrorismo), uma organização anti-bioterror estabelecida pelo Consórcio Farmacêutico Global. Como um agente com nível 10 de autorização, ele tem permissão para participar das operações e investigações de nível mais alto da divisão. Ele foi um dos membros fundadores da BSAA, e trouxe sua percepção superior, riqueza de experiências e excelente habilidades de combate para a mesa como o ás na manga da organização.

Chris recebeu da divisão africana da BSAA a informação que uma venda de B.O.W. (armas bio-orgânicas) em larga-escala iria acontecer na Zona Autônoma de Kijuju. Ele se ofereceu para se unir à Equipe Alpha em sua missão de prender o cabeça da venda, Ricardo Irving. Não era apenas uma paixão pela total erradicação do vírus que o motivava, mas também um desejo de encontrar provas da localização de sua ex-parceira, Jill Valentine, que tinha sido declarada morta anos antes.

Ele construiu seu corpo em missões anteriores por causa de seu desejo de acertar as contas com Albert Wesker. A última vez que Chris o encontrou foi durante sua missão de infiltração na propriedade de Ozwell E. Spencer. Ele tinha sido impotente contra Wesker na época, e como resultado, aquela missão se tornou a última para Jill.

Chris foi piloto da Força Aérea dos E.U.A. no passado, onde sua firme convicção provou ser sua ruína: ele se aposentou depois de uma série de conflitos com seus superiores. Ele foi treinado no uso tanto de helicópteros quanto de aeronaves de asa fixa, e exibe uma alta proficiência no uso de armas de fogo pesadas. Essas habilidades resultaram nele sendo chamado para a unidade de forças especiais de elite de Raccoon City, S.T.A.R.S. (Serviço de Resgate e Táticas Especiais), onde ele se tornou membro da Equipe Alpha. Dentro do esquadrão de elite, ele assumiu a inestimável função de PM (Point Man).  A unidade foi levada ao fim, porém, quando foi traída por seu próprio líder: Albert Wesker.

Em 1998,  o infame incidente biológico – mais tarde conhecido como o “Incidente da Mansão” – se propagou no Laboratório de Pesquisas de Arklay, e Chris foi um dos poucos sobreviventes. Depois daquele incidente,  ele foi para a Europa sozinho tentar encontrar evidências que acabassem com a Umbrella, a companhia farmacêutica que havia causado o incidente e lucrado com o desenvolvimento de armas biológicas. Em Dezembro daquele ano, sua irmão Claire foi para Paris procurar por ele, onde ela foi capturada pela Umbrella. Quando Chris voou para a Ilha Rockfort para salvá-la, ele teve uma inesperada reunião com Albert Wesker, embora o negócio entre eles tenha permanecido irresoluto.

Cinco anos depois do Incidente da Mansão, Chris e Jill viajaram para a Rússia como parte da Unidade Regional Privada de Contenção de Perigos Biológicos. Sua missão era destruir um novo tipo de B.O.W. sendo desenvolvida pela divisão russa da Umbrella, codinome T-A.L.O.S. Como os fatos mostrariam, Wesker se infiltrou nas instalações ao mesmo tempo, mas Chris e Jill nunca estiveram cientes de sua presença.

A Umbrella fechou pouco depois, mas o uso de B.O.W. em incidentes de bioterror continuou a se espalhar pelo globo. Para destruir o último legado da Umbrella, Chris e Jill se uniram a recém-formada BSAA e se tornaram parte dos ilustres “Onze Originais”.

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Jill Valentine

Jill Valentine (Resident Evil 5: Lost in Nightmares)

Dados Pessoais

Idade: 33
Tipo sanguíneo: B
Altura: 1,72 m
Peso: 56 kg
Unidade atual: BSAA (Divisão Norte-americana)

Jill é a parceira mais confiável de Chris, e uma colega membro da BSAA que tem estado com ele nos bons e maus momentos. Em Agosto de 2006, ela acompanhou Chris na invasão da propriedade de Spencer onde eles encontraram Wesker. Jill foi forçada a sacrificar a si mesma para salvar Chris ao arrastar Wesker para um abismo. Apesar de nenhum dos corpos terem sido encontrados, a BSAA declarou Jill morta no cumprimento do dever no dia 23 de Novembro do mesmo ano.

Na realidade, Wesker tinha sobrevivido a queda, e usou os anos que se seguiram ao seu desaparecimento para reviver Jill. Ele a colocou em crio-êxtase na esperança de usá-la como uma cobaia para os estágios preliminares de seu “Projeto Uroboros”. Ele acabou descobrindo, porém, que o corpo de Jill continha algo valioso além da imaginação de Wesker.

Anos antes, o corpo de Jill tinha sido infectado pelo T-Vírus, e esse vírus tinha sido reativado de alguma forma pelo sono gelado. Porém, ele imediatamente desapareceu de novo. Um estudo cuidadoso revelou a presença de potentes anticorpos virais dentro dela. Apesar disso eliminá-la como candidata a cobaia direta, sua resistência forneceria a chave para levar o Projeto Uroboros adiante.

Suas propriedades especiais também a tornaram uma cobaia para outro tipo de droga: o “P30” experimental da Tricell. A droga garantia a Jill habilidades super-humanas, mas roubava sua vontade própria. Agora sob o controle de Excella e Wesker, ela trabalhou contra Chris e Sheva, usando um capuz e uma máscara para esconder sua verdadeira identidade. Seu senso de justiça estava em constante conflito com suas ações como escrava de Wesker, e quando Chris e Sheva finalmente conseguiram remover o dispositivo externo de administração do P30, ela retornou completamente aos seus sentidos. Quando chegou a hora de Chris e Sheva lutarem contra Wesker e impedirem o Projeto Uroboros, Jill se uniu a Josh Stone da divisão da África Oeste da BSAA para ir ajudá-los.

Jill foi um dos “Onze Originais” membros fundadores da BSAA. Ela é bem reconhecida e respeitada como uma líder na luta contra o bioterror, e Josh ficou feliz em seguí-la quando eles lutaram lado a lado.

Como Chris, Jill foi uma sobrevivente do Incidente da Mansão, e anteriormente serviu na Equipe Alpha do S.T.A.R.S., onde ela desempenhou a função de RS da equipe (Rear Security). Antes de ser recrutada para o S.T.A.R.S., ela participou do programa de treinamento da Delta Force do Exército, onde ela recebeu instrução no desarmamento de explosivos. Ela é adepta tanto de arrombar fechaduras quanto de tocar piano, um conjunto de habilidades que se mostrou muito útil ao navegar entre as armadilhas da mansão de Spencer.

Quando os outros sobreviventes do Incidente da Mansão viajaram para a Europa atrás da Umbrella, Jill continuou sua investigação em Raccoon City. Ela acabou sendo pega pelo acidente biológico de larga-escala que ocorreu no local, mas conseguiu escapar antes da destruição completa da cidade. Jill mais tarde se uniu à missão para destruir o T-A.L.O.S. na Rússia, e o incidente na África levou sua mente e corpo aos seus limites. Sobreviver a tantas experiências é uma prova de suas elevadas habilidades de sobrevivência.


Umbrella

 A Destruição de Raccoon City

Bem vindo a Raccoon City

O desastre atingiu a Umbrella em Julho de 1998. O T-Vírus vazou do Centro de Treinamento em Gestão da Umbrella nas Montanhas Arklay e se espalhou ferozmente pela floresta que cerca Raccoon City. O homem responsável pela contaminação era James Marcus. Embora tivesse sido assassinado em 1988, ele foi trazido de volta dos mortos por uma sanguessuga construtora que ele havia criado com o T-Vírus, e foi se vingar da Umbrella pelo roubo de sua pesquisa.

Mais tarde, em Setembro de 1998, insetos e pequenos mamíferos carregaram uma nova contaminação do T-Vírus para dentro da própria Raccoon City. Seus cidadãos foram quase todos transformados em zumbis, e os poucos que permaneceram não infectados foram pegos em uma situação desesperadora com pouca esperança de escapar. As forças da lei da cidade foram destruídas, e quando a Umbrella enviou a sua própria U.B.C.S. (Serviço de Contramedida a Perigos Biológicos da Umbrella)¹ para procurar por sobreviventes, eles também foram eliminados. No fim, o governo americano foi forçado a declarar lei marcial na cidade.

Míssil atingindo Raccoon City (Resident Evil 3: Nemesis)

Em Outubro de 1998, não havia como negar mais a gravidade da situação, e o congresso aprovou a “esterilização” de Raccoon City. Os militares lançaram um míssil estratégico no centro da cidade, destruindo os infectados e o vírus em um só golpe. Este plano resultou no sucesso da contenção do surto, mas muitos consideraram o sacrifício de 100.000 vidas um preço muito alto a se pagar.

Seguindo a esterilização, o governo imediatamente ordenou o decreto de suspensão de negócios da Umbrella, a qual eles consideravam responsável pelo incidente. Em protesto, o presidente da Umbrella Spencer reuniu uma equipe de defensores legais de ponta e lançaram uma ação judicial contra o governo. Os posteriores “julgamentos de Raccoon” colocaram em questão o testemunho dos sobreviventes, alegando que o governo havia os coagido para caluniar a Umbrella, e que o plano de esterilização foi uma conspiração do governo para destruir evidências de seu próprio envolvimento. Assim como Spencer havia planejado, a teoria da conspiração  funcionou.

Porém, ao passarem-se os anos, a Umbrella começou a perder terreno na batalha legal. O golpe final veio em 2003 após um surto de risco biológico na região do Cáucaso na Rússia. Uma fonte anônima enviou ao governo arquivos secretos dos computadores da Umbrella provando que ela estava por trás do incidente em Raccoon City. Contrariando todas as maquinações do Spencer, a ação judicial da Umbrella foi julgada improcedente.

As ações da Umbrella despencaram após essa decisão, e os consumidores perderam completamente a fé na marca. No fim, a companhia foi forçada a declarar falência.


1 – Umbrella Biohazard Countermeasure Service, no original.


Artigo de Jornal sobre a Queda da Umbrella

Filial Doméstica da Umbrella se Dissolve

TÓQUIO, JAPÃO: Hoje, a filial japonesa da corporação multinacional Umbrella Pharmaceutical Incorporated anunciou sua dissolução e começou a liquidar espólios. Sua matriz declarou falência no início da semana.

Umbrella chega ao fim

A Umbrella estabeleceu sua filial japonesa em 1984 com o propósito inicial de importar produtos farmacêuticos desenvolvidos na América. Em 1987, completou-se o Centro de Pesquisas da Umbrella no Japão, que usou biotecnologia para obter pesquisas independentes e desenvolvimento de produtos farmacêuticos.

As ações da Umbrella têm estado em declínio desde as acusações a respeito da “Tragédia de Raccoon City” em 1998, e o dano à imagem pública causou a estagnação de suas vendas. Com a Umbrella  recentemente se encontrando sujeita a numerosos processos contra ela a respeito da mesma tragédia, a empresa foi forçada a declarar falência.

A filial japonesa da companhia procurou por novas fontes de financiamento nas últimas semanas, mas não recebeu ofertas de companhias farmacêuticas ou outras companhias no país ou no exterior. A decisão de fechar foi tomada sob a luz deste fato.

(Extraído da edição matinal de um certo jornal, 15/3/2004)

Colapso da Subsidiária da Umbrella no Japão

Memorando a respeito da liquidação corporativa (14/3/2004)

Este é um memorando para informar a vocês da decisão feita na 10ª reunião de Março do conselho de diretores. Nós decidimos dissolver nossa companhia em razão da declaração de falência pela nossa matriz, Umbrella.

Nós reconhecemos o trabalho duro por parte de todos os nossos empregados para manter nosso empreendimento rentável, mas com a estagnação de nossas vendas em decorrência do incidente de 1998 em Raccoon City, E.U.A., e nossa companhia mãe tendo sido sujeitada a inúmeros processos judiciais, nós julgamos impossível continuar na produção.

Nós estivemos procurando prontamente por uma nova companhia matriz para a qual pudéssemos transferir nossos projetos, mas nossos esforços se provaram infrutíferos. Não temos outra escolha se não fechar as portas.

A liquidação dos espólios da companhia será manuseada por Akitaka Igurashi (ex-diretor de administração da Umbrella Japão).

Permita-me tomar um último momento para agradecer todos vocês pelo seu trabalho duro e apoio a nossa companhia até o fim.

Umbrella Japão, Inc.

Akitaka Igurashi, Diretor de Administração


Umbrella

Centro de Pesquisas da Umbrella na África

Centro de Treinamento em Gestão da Umbrella (Resident Evil 0)

Em 1968, Spencer propôs a Marcus e Ahsford a ideia de começar uma companhia para encobrir as pesquisas virais deles. Era o nascimento da Umbrella Pharmaceutical, Inc. Com a pesquisa do Progenitor ainda parada, Marcus aceitou o convite de Spencer para reiniciar sua pesquisa com a ajuda da Umbrella. Ele esperava retornar à África para continuar sua pesquisa do vírus Progenitor, mas ao invés disso Spencer o transferiu para encabeçar o novo Centro de Treinamento em Gestão da Umbrella em Raccoon City. Marcus estava transtornado por não poder participar da pesquisa do Progenitor diretamente, mas concordou relutantemente quando soube que seu melhor estudante, Bailey, iria estar em seu lugar.

Quando Bailey voltou para a África, ele descobriu que soldados armados tinham retirado a tribo Ndipaya das ruínas, e o novo Centro de Pesquisas africano já estava em construção. Bailey supervisionou a contínua construção do centro, e logo expandiu a escala do mesmo para três vezes o plano original. A expansão procedeu tão apressadamente que os trabalhadores acidentalmente redirecionaram a fonte de água das flores do Progenitor. Felizmente, o supervisor da construção descobriu um rio subterrâneo 500 metros abaixo, e usou o mais novo sistema de bombeamento  da companhia Fabiano para restaurar um constante suprimento de água para a “cama de flores”.

Em Junho de 1969, o Centro de Pesquisas da Umbrella na África foi oficialmente estabelecido como a linha de frente no estudo do vírus Progenitor. Bailey tomou posse como diretor do complexo, e não perdeu tempo em mandar amostras para Marcus no Centro de Treinamento em Gestão da Umbrella, aguardando o sucesso de seu honrado professor. Marcus mergulhou-se na pesquisa do Progenitor mais uma vez, determinado em readquirir o respeito que ele merecia como um dos membros fundadores da Umbrella.

Dez anos se passaram. Em janeiro de 1978, Marcus obteve sucesso em combinar o DNA de sanguessugas com o Vírus Progenitor, criando o T-Vírus que se tornaria a base de todo o desenvolvimento de B.O.W.s que viria a seguir. O que Marcus não sabia, entretanto, era que este era o plano de Spencer o tempo todo. Ele havia manipulado o desejo de Marcus em provar a si mesmo com sua pesquisa, explorando sua ligação com Bailey, e então esperando pacientemente por suas maquinações produzirem frutos na forma de uma nova espécie de vírus.

O T-Vírus foi aperfeiçoado em 1988, e com isso, a utilidade de Marcus chegou ao fim. Spencer enviou seus braços direitos, os candidatos ao gerenciamento Albert Wesker e William Birkin, para se livrar dele.

Seguindo-se ao assassinato de Marcus, Spencer restringiu a pesquisa do Vírus Progenitor para sua área de cultivo na África, regulando rigidamente qualquer informação sobre isso. Nas suas próprias palavras, “Quando alguém enterra um tesouro, não deve deixar pra trás um mapa”. Apenas um punhado de executivos com nível 10 de acesso sabiam a localização do Centro de Pesquisas. Empregados transferidos do centro eram mantidos sob estreita supervisão, e o próprio diretor Bailey foi praticamente um prisioneiro lá por quase trinta anos.

Spencer manteve o paradeiro do complexo como segredo tão bem guardado que até mesmo depois de seu fechamento em 1998, continuou completamente intocado até o conglomerado corporativo Tricell ir à procura dele.


Umbrella

Escada para o Sol

O lema da Umbrella Pharmaceutical, Inc. era “preservando a saúde das pessoas”.  Por trás de toda a sua íntegra imagem pública, entretanto, a Umbrella mascarava um propósito sombrio: o desenvolvimento ilegal de vírus e B.O.W.s (Armas Bio-Orgânicas)¹. A grande corporação internacional foi oficialmente estabelecida em 1968, mas a razão para sua fundação vem de quase cem anos antes, em meados do século 19.

Durante este período de tempo, manchetes de jornais contavam lendas de exploradores intrépidos fazendo explorações na África. Henry Travis, um membro da próspera companhia mercantil Travis Trading, decidiu seguir estes passos, e usou o dinheiro de sua família para custear sua própria expedição ao continente. Ele publicou um relato de sua jornada em uma enciclopédia de 72 volumes intitulada “Inspeção da História Natural²”, mas seus relatórios meticulosamente detalhados foram rejeitados como o produto de pura licença criativa. No fim, apenas algumas poucas cópias do conjunto foram publicadas, para serem vendidas como meros romances.

Nas décadas seguintes, a Inspeção da História Natural foi preservada pelo seu valor estético entre um pequeno grupo de colecionadores apaixonados. Logo, encontrou nova apreciação nas mãos de Ozwell E. Spencer, um membro de uma poderosa família de nobres e posteriormente fundador da Umbrella. Spencer teve interesse na descrição do livro de costumes folclóricos regionais, particularmente dos rituais da tribo Ndipaya; era dito que eles possuíam uma flor, conhecida como “Escada para o Sol”, que concedia grande poder àqueles que a consumiam.

Local de cultivo da flor Escada para o Sol (Resident Evil 5)

Com o intuito de aprender mais sobre essa misteriosa flor, Spencer chefiou uma expedição à África em 1966, acompanhado do virologista James Marcus e seu nobre companheiro Edward Ashford. Usando as descrições fornecidas na Inspeção da História Natural, eles vasculharam as terras da tribo Ndipaya e eventualmente encontraram as ruínas antigas onde a Escada para o Sol crescia. Com as ruínas eles encontraram uma câmara sagrada, o único lugar onda as plantas iriam crescer. A câmara era conhecida como “O Jardim do Sol”.

As pesquisas sobre a Escada para o Sol foram realizadas principalmente por Marcus e seu pupilo, o pesquisador chefe Brandon Bailey. Aqueles primeiros dias foram brutais: O pequeno grupo foi forçado a defender-se dos constantes ataques dos legítimos proprietários  do jardim, os Ndipaya, sem nem mesmo a garantia de que aquela pesquisa levaria a algum lugar. Naquele severo ambiente, até mesmo Marcus começara a tremer nas bases.

Então enfim, após três meses de pesquisa, tudo valeu a pena. Como Marcus havia teorizado, a flor carregava em suas pétalas um vírus anteriormente não descoberto que podia recombinar o código genético de um organismo. Eles chamaram o vírus de “Progenitor”, e então nomearam a planta “Flor Progenitora”. Marcus rapidamente teve as flores trazidas para seu próprio laboratório em casa.

Marcus queria se jogar na pesquisa do Progenitor, mas ele imediatamente encontrou uma barreira inesperada: as flores cultivadas no laboratório não produziam o vírus Progenitor! Mesmo quando o ambiente foi ajustado para se assemelhar às condições da câmara africana – água, solo, temperatura, umidade, luz solar – as pétalas ainda assim não produziam o vírus. Marcus rapidamente esgotou o suprimento do vírus que ele havia trazido da África, e um ano se passou sem que houvesse resultados úteis.


1 – Bio-Organic Weapons no original.
2 – Survey of Natural History, no original .
3 – Progenitor Flower, no original.