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Silent Hill 2: Novelização Oficial

Prólogo -Garota-

“Parece um pouco com leite.”

O rosto de Laura se abriu em um sorriso. Ela começou a rir e seus dentes de um branco brilhante apareceram por trás de seus lábios pequenos. A cidade foi encoberta por um espesso nevoeiro que turvava tudo em branco, como se ela estivesse em algum tipo de terra mágica. As vezes, Laura gostava de pensar que algum deus desmiolado tinha descuidadamente deixado cair seu copo e derramado seu leite matinal por todo o lugar. A misteriosa atmosfera poderia ser um sinal de que haviam fadas ou outra coisa se escondendo lá. Esse pensamento fez o coração de Laura tremer de excitação. Apesar de geralmente precoce, a garota de oito anos começou a brincar saltando, enquanto sua saia esvoaçava atrás dela. Lenta e suavemente, o nevoeiro desapareceu pelo ar.

“Vamos lá, rápido! Eu vou deixar você pra trás!” Laura gritou várias vezes, chamando seu amigo indolente.

Ela e sua companhia estavam ali por que eles estavam em uma jornada para encontrar seus amigos… Mas ele era gordo e um pouco estúpido. As vezes, tudo o que ele fazia era se lamentar, e ele sempre parecia estar de mau-humor. Mas Laura não ligava muito. O mais importante, era que ela queria ver aquela pessoa novamente, em breve. A pessoa que deu à ela aquela carta…


Capítulo Três -Doppelganger- (Incompleto)

“Bem-vindo à Silent Hill! Silent Hill, uma tranquila cidade turística próxima à um lago. Nós estamos alegres em recebê-los.
Descanse um pouco dos seus compromissos e aproveite férias repousantes e agradáveis aqui. Fileira após fileira de pequenas casas antigas, a paisagem deslumbrante de uma montanha, e um lago que mostra lados diferentes de sua beleza com o passar do dia, do nascer do sol, até o final da tarde, e o pôr do sol.
Silent Hill irá movê-lo e preenchê-lo com um sentimento de paz profunda. Eu espero que seu tempo aqui seja agradável e que suas memórias durem para sempre!”


Capítulo Dois -Alguém está à Espreita no Apartamento-

Após escapar com êxito para um locar seguro, ao menos por enquanto, James se sentou no chão para recuperar o fôlego. O que teria acontecido se ele não tivesse escapado pela cerca? A grade parecia tremer de medo enquanto o nevoeiro dançava sobre o vento pesado. Os monstros pareceram sentir que haviam perdido a sua presa, e então desistiram e foram embora. Não havia nenhum corpo se contorcendo que pudesse ser visto.

Assim que seu coração desacelerou e o seu suor frio cessou, James finalmente ficou em pé. Ele ainda sentia as suas bochechas um pouco entorpecidas, mas no geral, ele não se sentiu mal como havia acontecido mais cedo. Ao menos, ele não teria mais que se preocupar em morrer envenenado. Ele só estava preocupado. Apartamentos Woodside… O que o esperava no outro lado da porta? No início, parecia uma sorte incrivelmente boa ter esbarrado neste lugar, mas, e se fosse Mary que o tivesse guiado até ali…?

Próximo a entrada do apartamento, havia uma lixeira velha, cheia de lixo acumulado do dia-a-dia dos residentes. James caminhou até ela e abriu a tampa. Ele retirou uma folha de um pacote de jornais velhos. Antes de entrar, ele precisava se limpar um pouco, se Mary realmente estivesse viva e o esperava ali, ele não queria encontrá-la com as botas tão sujas. Com o velo jornal, ele limpou o sangue do monstro o melhor que podia.

Ele avistou a manchete sensacionalista: “HOMEM COMETE SUICIDO COM COLHER!” Curioso, James tomou um olhar mais atento ao jornal. Havia sido impresso em o que aparentava ser uma revista de fofocas local. Ele não tinha a certeza do porque, mas aquilo havia apreendido a sua atenção.
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Capítulo Um -A Cidade que Chama-

No outro lado das manchas sujas, havia uma visão de si próprio. Refletida no espelho havia sua própria face, árdua e dura, como o rosto de um cadáver.
Na verdade, acho que eu estou morto, pensou James Sunderland. Meu coração estaria bem se estivesse morto, de qualquer forma. Ele não foi preenchido com um sentimento de perda, ele somente sentia que sua vida não valia mais a pena ser vivida. Ele tinha se tornado indiferente. Trabalho, tempo livre – nada disso realmente importava mais. Até mesmo o forte cheiro de amônia que permeava o ambiente pequeno e sujo não podia chamar a atenção de James. Os sanitários sujos, cobertos por uma substancia amarelo-musgo, o chão molhado e pegajoso que impregnava as solas de seus sapatos, nada disso trouxe um lampejo de emoção. Ao contrário, o único substituto plausível para ele seria realmente um zumbi.

“Mary… você poderia realmente estar nesta cidade?” Ele perguntou para o James do espelho. Ele tinha dúvidas quanto ao acidente. Ao menos ele tinha realmente acontecido? Mas…

Com as suas mãos apoiadas nas laterais do lavatório, ele olhou para o espelho. Apesar de sua atitude, ele se sentiu um pouco revitalizado. Ele balançou a cabeça e afastou a franja do rosto, como se despertasse de uma ilusão. Ele sabia que era realmente verdade pois ela havia atavés de uma carta.

Ele saiu do lugar sombrio para o céu nublado. O banheiro público não se comparava com a claridade que o aguardava do lado de fora. Um vento úmido batia no rosto de James. Do outro lado do estacionamento estava o vasto Lago Toluca, a névoa dançava sobre a sua superfície e se estendia por toda a paisagem.
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Silent Hill 2: Novelização Oficial

Silent Hill 2: The Official Novel

Escrita por Sadamu Yamashita

Traduzida para o Inglês por Emily “Lady Ducky” Fitch e publicada originalmente em seu blog, Ducky’s English Translations

Traduzida para o português por Davi Redfield, Eduardo (Trecho do 1º Capítulo) e Angel (Trecho do 1º Capítulo)

Mas as vezes eu tenho que fazer
a mim mesmo essa pergunta. É verdade
que para nós suas fantasias não são
nada além de invenções de uma mente
perturbada. Mas para ele, simplesmente
não existe outra realidade.
Além disso, ele é feliz lá.
Então por que, eu me pergunto, por que
para curá-lo nós precisamos arrastá-lo
dolorosamente para o mundo de nossa própria realidade?

– Anotações do Doutor.

Conteúdos:

Prólogo -Garota-

Capítulo 1 -A Cidade que Chama-

Capítulo 2 -Alguém está à Espreita no Apartamento-