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Dead Space

Entrevista com Steve Papoutsis sobre Dead Space 2 (EGW, 2011)

EGW: A história de Dead Space  é o que temos de mais próximo de um roteiro de filme de terror. Vocês tiveram inspiração em filmes como Alien o Oitavo Passageiro, por exemplo?
Steve Papoutsis: A equipe de Dead Space é totalmente inspirada em filmes, games ou seriados de TV. Você citou Aliens e acertou na mosca, pois a sequência desse filme expandiu o conceito e a tensão do original, mas também acrescentou mais ação à trama. E é exatamente isso que estamos fazendo em Dead Space 2, pois trata-se de um jogo de terror cheio de suspense e de surpresas, mas com muito mais ação do que o original. O game é como uma montanha-russa: a emoção vai crescendo na subida e vira adrenalina pura na descida [risos]. O segredo foi fazer isso sem sacrificar o terror “realista” que tornou Dead Space famoso.

EGW: Vocês colocaram também elementos concretos de cinema no jogo?
Steve Papoutsis: Sim, com certeza. O cinema tem um legado muito rico de truques e técnicas para assustar. Aprendemos com o cinema que não se faz uma história ficar mais assustadora apenas colocando mais e mais cenas assustadoras. Não é assim que funciona, pois um filme de terror não é como um botão de volume que você simplesmente aumenta para o som ficar mais auto. É preciso mesclar tensão, calmaria e ação para que o público mergulhe na história. Nosso objetivo é fazer o cara que joga Dead Space 2 ficar até sem ar nas horas mais tensas.

EGW: Hoje Dead Space é uma referência mundial em termos de games de horror. Qual o segredo do sucesso da série?
Steve Papoutsis: Para nós, é muito importante que Dead Space tenha essa fama de possuir alta qualidade entre as franquias de terror. Queremos sempre ser uma referência do gênero e satisfazer as expectativas dos jogadores. O modo como fazemos isso é que é o segredo do sucesso da série e está no próprio slogan do jogo: “Real Space, real horror”. Esses são os elementos principais da franquia. Quando nossa equipe vai colocar uma nova funcionalidade no game, sempre fazemos três perguntas: É assim que funciona de verdade no espaço? Que tecnologia verdadeira do mundo real promoveria essa ação? Isso é um terror autêntico ou sustinho barato?
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