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Falando sobre Dead Island

deadisland

Quando vi o trailer abaixo, no ano de 2011, não pude conter a excitação pelo que parecia finalmente ser um jogo de zumbis com foco no horror, e como um adicional, drama. O trailer tinha apenas três minutos, os gráficos do jogo provavelmente não seriam do mesmo nível dele mas, mesmo assim, Dead Island parecia muito interessante, sobretudo para alguém extremamente decepcionado com o rumo que a série Resident Evil havia tomado.

Na época, estava cobrindo notícias aqui para o WU sobre o jogo, e provavelmente cheguei a ler sobre os personagens do jogo, inimigos, talvez até áreas, do que de qualquer forma não me recordava quando finalmente adquiri a versão jogo do ano, no ano passado. Na ocasião, eu comprei duas cópias, uma para mim e outra para meu irmão, para que pudéssemos jogar a campanha cooperativa. E assim começamos.

Desnecessário dizer que estava com expectativas altíssimas para esse jogo. E elas não foram exatamente correspondidas. Em primeiro lugar, os personagens do trailer se resumiram a cadáveres em um dos quartos do hotel, onde o jogo começa. Nem mesmo cheguei a procurar o corpo da menina no pátio do mesmo – em parte por causa do alto número de zumbis no local. Passando por essa primeira decepção…

A introdução deveria ser jogada sozinha, e só encontrei o personagem de meu irmão depois dela, na praia da ilha de Banoi, local onde o jogo se passa. Com relação aos personagens, todos os controláveis são genéricos:

  • Temos Sam B, o rapper especializado em armas sem corte e também em luta corporal direta. Ele pode fazer coisas como arrombar portas com facilidade, quebrar ossos dos inimigos e ainda sair no braço com eles, com uma certa facilidade, e tem grande resistência física. Na minha experiência, Sam B é o personagem mais usado online, justamente por suas qualidades;
  • Xian Mei, a chinesa que trabalhava no resort no momento da infecção, e que é especialista em armas afiadas – é com ela que eu jogo;
  • Purma, a guarda-costas especialista em armas de fogo – apesar de armas de fogo só começarem a aparecer do meio pro final do jogo;
  • E, finalmente, Logan, ex-jogador de futebol americano especializado em projéteis – geralmente, arremessando facas – porém as vezes as facas somem antes de poderem ser recuperadas do corpo do inimigo.

Mais um personagem chamado Ryder White, foi adicionado em uma campanha de DLC, sobre o qual não darei maiores detalhes para não dar spoilers.

Os personagens não jogáveis são bem genéricos também, só cumprindo seu papel de dar missões para o(s) herói(s). A maioria das missões, por sua vez, tampouco são grande coisa, indo desde a recolher alimentos a ajudar pessoas sendo atacadas por zumbis. Existem algumas missões mais complexas, mas geralmente são as que finalizam ou iniciam um capítulo.

A história do jogo é a mais clichê possível: um surto de infecção zumbi acontece na ilha de Banoi, e os protagonistas se descobrem imunes aos infectados – apesar de ainda poderem ser mortos com pancadas, mordidas etc. O objetivo do jogo é sobreviver e escapar da ilha. Simplesmente isso.

Dead Island tem bugs. Em alguns momentos – mais do que eu gostaria, na minha experiência – o jogo trava. Mas nem tudo são espinhos; dá para extrair alguma diversão do jogo. O quanto, varia considerando o quanto você gosta de jogos de zumbis, e de jogar com seus amigos. No meu caso, gosto de ambos, e devo dizer que apesar das falhas, Dead Island me proporcionou uma experiência muito divertida, ainda mais quando me lembro das sessões em que joguei online. O jogo proporciona um desafio até que razoável – os inimigos também sobem de nível, como você -, cenários variados – resort, cidade, selva, prisão, meu favorito sendo a cidade – e bons momentos cooperativos – ou boas risadas perante erros de cooperação.

De modo geral, gostei do jogo o suficiente para ficar interessado pela sequência – apesar de ela parecer mais uma expansão do primeiro jogo, tanto que se chama Dead Island: Riptide ao invés de Dead Island 2 -, que jogarei tão logo seja possível.

Para quem gosta de jogos de zumbi, é um bom pedido, sobretudo se houver a possibilidade de jogar o modo cooperativo online – é aí que Dead Island realmente brilha. Jogar sozinho não é tão interessante, ao menos não para mim.

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