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Crítica: Deixe-me Entrar

Em uma análise inicial, Deixe-me Entrar (Let Me In, 2010, baseado no filme sueco Let the Right One In, de 2008) pode parecer apenas mais um filme de vampiro. Não se deixe enganar: apesar de um dos personagens do filme ser realmente uma vampira, esse não é o foco da história, mas sim um recurso a mais para contá-la.

O fato de Deixe-me Entrar ser baseado em um filme tão recente (apenas dois anos de diferença separam o filme original sueco e a versão americana) pode causar estranheza, ainda mais pelo fato do filme original contar com a participação do escritor do livro que originou a película,  John Ajvide Lindqvist. Porém, o filme não é um remake; apesar de ser baseado na mesma história, ele conta com nuances que o tornam diferente da versão original.

Diferente de outras críticas que postei aqui, não vou escrever uma descrição completa da história, apenas comentar alguns pontos (provavelmente este é um padrão que seguirei deste post em diante).

O primeiro deles é: não espere um filme de terror. Apesar de contar com algumas cenas violentas e de horror, este filme não se foca nelas, nem tenta assustar. Mortes acontecem no filme? Sim, mas não tão frequentemente quanto em filmes de terror propriamente ditos. Ainda assim, há cenas potencialmente chocantes, como assassinatos, alguns ataques (e cenas pós-ataques) realizados pela vampira do filme, etc.

Deixe-me Entrar pode ser classificado basicamente como um filme romântico de horror, sendo que o romance é o principal foco da história, deixando o horror em segundo plano.

A história do filme é centralizada em Owen (Kodi Smit-McPhee, A Estrada), um garoto frágil que sofre bullying na escola, e Abby (Chloe Moretz, Kick-Ass – Quebrando Tudo), sua nova vizinha que esconde um passado sombrio. No decorrer do filme a amizade dos dois se fortalece, até se transformar em algo maior.

O filme começa aproximadamente do meio, e então volta para trás mostrando detalhes sobre os eventos vistos no início e, principalmente, a causa deles.

A trilha sonora também merece uma menção. Composta por Michael Giacchino, ela se encaixa perfeitamente com as situações do filme, dando um clima sombrio à narrativa, e também triste.

Preciso mencionar também uma cena que achei muito interessante: em determinado momento, Abby vai visitar Owen, e pede que ele a deixe entrar. Ele abre caminho para ela passar e pergunta se algo a impede de entrar, e a garota simplesmente abaixa a cabeça e entra. O que acontece em seguida, eu não me recordo de ter visto em nenhum filme de vampiro que eu tenha assistido antes. Atente para essa cena, que não é a única; o mito do vampiro foi explorado de uma forma muito interessante, neste filme.

Para quem gosta de filmes de romance, e também filmes de vampiro (vampiro de verdade), fica a recomendação. 😉

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