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Tudo sobre Resident Evil

Com um jogo sendo produzido para cada sistema, a franquia zumbificada da Capcom está mais viva do que nunca.
por Crispin Boyer 

Tudo chega ao fim um dia.

Zumbis irão desaparecer sob o sol. Lickers irão se mudar para algum lugar quente e se aposentar. Cães canibais irão se ajeitar em frente da TV e morrer, ou desmorrer – o que quer que eles façam quando eles vão descansar. Shinji Mikami, o produtor da Capcom responsável pela enormemente popular série Resident Evil, disse que a franquia terá um final. “Ela terá que acabar,” ele nos disse, “mas nós ainda não decidimos como deve ser a grande história final.”

É seguro apostar que você não colocará as suas garras nessa “grande  história final” até muito tempo depois dos zumbis do primeiro jogo se decomporem e virarem pó. Mikami e a companhia tem vários Resident Evil em produção, mais do que nunca. E por que eles não teriam? Com mais de 9 milhões de jogos vendidos no mundo inteiro, a série RE ultrapassou Street Fighter como a principal franquia da Capcom. Nunca se acreditaria que haveria uma guinada na sorte da Capcom durante os instáveis dias do final da era dos 16-bits. “Resident Evil surgiu na época em que ele era provavelmente necessário tanto para a Capcom quanto para o mercado,” disse Bill Gardner, presidente da Capcom Entertainment.

Gráfico presente na página 114.

“Street Fighter tinha uma longa e sólida carreira, e continua indo muito bem. Mas eu acho que Resident Evil trouxe uma novidade quando Street Fighter estava começando a ficar meio velho.”
Precisa de mais provas de que a franquia assassina da Capcom está mais viva e onipresente do que nunca? Dê uma olhada em uma lista recente. Nada menos do que quatro títulos da série Resident Evil estão oficialmente em desenvolvimento para cada sistema existente, com alguns poucos títulos não confirmados residindo na cidade dos rumores.  No primeiro lugar da cabeça dos jogadores está Resident Evil 3 Nemesis, que será lançado para Playstation nesse Novembro (a Capcom pode disponibilizar uma demo de Nemesis com Dino Crisis, que sairá mais cedo, em Setembro). Resident Evil: Code Veronica – a estréia da série no Dreamcast – está programado para sair em Dezembro deste ano no Japão, e nos EUA no início do próximo ano. Os proprietários do Nintendo 64 suarão com sua primeira experiência de survival horror quando Resident Evil 2 chegar aos seus consoles nesse outono, talvez a tempo do Halloween. E o Resident Evil original irá chegar ao Game Boy Color aproximadamente na mesma época.

Agora, some a isso action figures, novelizações, quadrinhos e outros produtos relacionados,  mais um filme da série Resident Evil a caminho, e você tem a franquia de crescimento mais acelerado dos video games.  Resident Evil (o nome americano da série, incidentalmente, foi dado por um representante de vendas da Capcom Entertainment) está em todo o lugar.  Ela é imparável. Ela está chamando de dentro da casa. Ela está bem atrás de você!

Ahem. Nós fomos direto aos criadores da série – dos produtores da Capcom R & D até os escritores de cenário na Flagship – para saber de tudo sobre Resident Evil. Você quer survival horror? Você conseguiu, e aqui estão os jogos, brinquedos – tudo – que nós vamos dar para você.

Resident Evil 3 Nemesis

Yoshiki Okamoto é conhecido por usar uma roupa de vaca para trabalhar. Ele é o presidente da Flagship, uma subsidiária da Capcom, e um cara amigável, humilde e com um senso de humor ácido e muitos dos mesmos interesses que o leitor comum da EGM. Ele é um fã de Star Wars. Ele gosta muito de filmes de horror, especialmente dos filmes de George Romero. Ele também tem o calibre de um rockstar no Japão, e é sua companhia que coloca o horror em “survival horror”.

A Flagship de Okamoto criou os cenários de Resident Evil 2, Dino Crisis e Resident Evil: Code Veronica. E apesar de uma equipe interna da própria Capcom ter escrito o cenário de Resident Evil 3 Nemesis, o jogo ainda teve que passar pelo exame minucioso da Flagship.
“A Flagship controla todo o cenário de Resident Evil, ” Okamoto nos disse, “então a equipe de Nemesis trouxe suas histórias para a Flagship para serem checadas e terem certeza de que tudo se encaixaria.”

“Se encaixar” é a frase do dia aqui, uma vez que muitos dos eventos mostrados em Nemesis na verdade acontecem durante o espaço de tempo de RE2. Sua personagem principal é Jill Valentine, a “mestre do destrancamento” e mocinha do S.T.A.R.S. do Resident Evil original. Acontece que o DP de Raccoon não acreditou no relatório dela quando ela retornou da mansão infectada pelo t-vírus do primeiro jogo com Chris Redfield e Barry Burton. Afinal, as evidências voaram pelos ares quando o casarão explodiu, e o chefe de polícia subornado encobriu todo o resto.

Avança-se então para o dia 28 de Setembro, um dia antes dos eventos mostrados em Resident Evil 2. Jill tinha se demitido do S.T.A.R.S. e estava fazendo as malas para seguir Chris Redfield, que já tinha partido para investigar o quartel-general da Umbrella na Europa. É aí que as coisas ficam feias. Os zumbis e monstros de RE2 infectados pelo G-vírus chegam às ruas. Eles estão em todo o lugar. Seu objetivo é ajudá-la a escapar, enquanto o jogo continua durante os eventos de RE2 do dia 29 e termina uma noite depois.

Espere por deja vu. Você irá encontrar personagens de RE1 e RE2, tais como Brad Vickers, o piloto covarde do helicóptero do S.T.A.R.S. do primeiro jogo, e um zumbi oculto no segundo (não se preocupe – você irá ver como ele ficou infectado). Você irá passar por cenários familiares. Cerca de 15 minutos de Nemesis se passam na delegacia, que se parece exatamente com a delegacia de RE2. E se essa mistura de velho e novo parece um pesadelo logístico para a equipe de desenvolvimento, bem, ela é – especialmente quando se considera que eles tem outro Resident Evil novo em desenvolvimento. Na verdade, Mikami disse que um de seus maiores desafios ao trabalhar na série é assegurar que os jogos sejam consistentes uns com os outros. “Todos os produtores, diretores e planejadores envolvidos de alguma forma na série Resident Evil se juntam e tem uma reunião uma vez por mês para evitar qualquer problema de continuidade,” disse Mikami.

Diferente de RE2, Nemesis não terá um sistema de “zapping” (você se lembra – a inovação dos dois CDs que permitem a você terminar o jogo com um herói, e então jogar com um segundo personagem apenas para encontrar as coisas levemente alteradas pelo que você fez na primeira vez que jogou). Nemesis é um jogo de CD único que é centrado principalmente em Jill Valentine. Mas não se preocupe, ele tem algumas novidades de gameplay e algumas estréias na série. “Em alguns pontos da história,” Mikami nos deu um exemplo, “você será apresentado a algumas escolhas. Dependendo da sua escolha, a história se desenvolve de modos diferentes.” Parte do jogo acontece de dia, e há uma área externa onde você verá chuva caindo. Sequências de vídeo aparecem principalmente depois que você escapa de armadilhas e áreas perigosas e não são muito utilizadas para contar a história.  Os backgrounds 2D de aparência vívida tem algumas partes animadas e são mais interativos; você pode derrubar lustres do teto para esmagar zumbis ou atingir barris de óleo para incinerar gangues de mortos-vivos com um tiro bem colocado.

Diabos, os visuais são os melhores na série, mas jogadores que são fãs de cenários 3D em tempo real como os de Silent Hill e Dino Crisis podem ficar desapontados com a abordagem pré-renderizada de Nemesis. Mikami disse que os ambientes 2D eram necessários para construir um zumbi de qualidade. “Se nós fôssemos representar o mundo de Resident Evil em uma engine totalmente 3D dentro da capacidade do Playstation, o resultado não seria tão rico e detalhado graficamente quanto nós queríamos que fosse,” ele disse. “O número de polígonos alocados para os inimigos não seria suficiente. Nós não queríamos ter ter zumbis quadrados e pixelizados.”

Backgrounds pré-renderizados também permitiram que a Capcom desenhasse mais zumbis na tela. E acredite em nós: Nemesis traz vários inimigos. Mais focado na ação do que RE1 e RE2, o jogo acontece no centro de Raccoon City, principalmente nas ruas, onde exércitos de zumbis vagam livremente. Pense em todos os zumbis que vagavam pelas ruas no início de RE2 – são eles que você irá enfrentar em Nemesis. Para tornar a vida da pobre Jill ainda mais difícil, os zumbis de Nemesis são mais agressivos. Eles podem seguí-la por escadas. Mais rápidos, eles avançam em uma velocidade próxima de uma corrida. Eles vão até mesmo ressurgir em áreas que você já limpou. Para sorte de Jill, uma nova habilidade de esquiva a ajuda a ficar longe do alcance das mordidas, e ela também irá encontrar o usual arsenal de armas (as quais ela pode atirar e recarregar mais rápido do que em RE1). A má notícia: o inventário dela só pode carregar duas armas dessa vez.

Os monstros de Nemesis, além de vagar em grandes números, são mais variados. Zumbis vêm em 10 sabores, incluindo policiais, médicos, cidadãos comuns, vendedores – todos os tipos de carreira que você esperaria no meio de uma cidade simples do meio-oeste. As aranhas gigantes, cachorros zumbi, corvos e lickers dos jogos passados retornam, assim como novos monstros tais como minhocas gigantescas e um limo parasita. Mas a estrela incontestável desse zoológico infernal é Nemesis, uma espécie de Tyrant com esteróides e a mais nova e cruel B.O.W. da Umbrella. Como Mikami disse ao descrever esse novo perseguidor implacável para a revista de jogos japonesa Dengeki Playstation, “Ele está sempre vigiando você. Ele está em algum lugar ao seu redor, mas você nunca sabe onde. Ele é extremamente aterrorizador. Ele corre extremamente rápido. Ele continua perseguindo você mesmo que você passe por uma porta. Para tornar a coisa pior, ele pode usar um lança-mísseis.”

Como um demoníaco Kool-Aid Man, Nemesis atravessa paredes quando você menos espera. Você não vai escapar ele se movendo para novas áreas. Sua única opção é correr, correr, e correr, até que ele esteja bem para trás. Ou você deve descobrir um modo de destruí-lo. Boa sorte.

Apesar do jogo focar em Jill, você irá controlar um segundo personagem, Carlos Oliveira, em um certo ponto. Carlos é um jovem de 21 anos membro da Força da Umbrella de Contramedida a Perigos Biológicos, a equipe enviada para Raccoon City para resgatar sobreviventes. Dois outros membros da UBC, Michael Victor e Nicholai Zinoviev, atuam como coadjuvantes, de forma semelhante aos personagens que ajudavam em jogos passados de RE. Você também cruzará com sobreviventes espalhados necessitando de resgate. Salvá-los pode liberar segredos e minigames bônus.

Mikami prometeu que os puzzles de Nemesis serão mais difíceis dessa vez (um que nós vimos envolvia uma barreira amarrada por trapos que você deveria encontrar uma forma de queimar). Some a isso inimigos mais agressivos, os backgrounds interativos, os pontos decisivos de escolha-seu-caminho-e-altere-a-história e todos as outras artimanhas de gameplay que nós mencionamos, e Nemesis andou um bom caminho para contornar a falta de duas aventuras separadas e de um sistema de zapping.

“Resident Evil 2 tinha dois discos, então você pode jogá-lo mais por um longo tempo,” Okamoto nos disse. “Mas esse, por ser um disco, tem o tempo de jogo mais curto, mas o jogo em si será mais profundo. Na verdade, é meio difícil, e uma coisa que eu me questiono é se ele será difícil demais para alguns jogadores.”

Não, você não leu errado. A revista EGM errou e colocou Sherry Birkin como filha de Ada Wong. o_O

Resident Evil: Code Veronica

Considerando que a maioria das sequências de jogos falham em reconhecer os eventos apresentados em seus predecessores (pegue a série Final Fantasy, por exemplo), os jogos da série Resident Evil se destacam por sua mistura de histórias e pela profundidade que elas adicionam aos já altamente desenvolvidos personagens centrais. Gardner acha que esse é um dos motivos da série ser tão popular.  “O que Mikami-san foi capaz de fazer é criar uma variação na história”, ele disse, “e as pessoas estão realmente ligadas nessa história e não tanto no fator medo ou em um novo monstro. Sim, elas gostam de ver isso, mas há uma história ali, também.”

É pelo benefício da crescente mitologia da série que Okamoto disse a Capcom que espera se afastar de jogos da série Resident Evil refeitos como as versões Director’s Cut e Dual Shock de RE e RE2 para Playstation, as quais ele chamou de “os mesmos jogos com pouca coisa adicionada.” Ao invés disso, ele está se focando no novo. Okomoto e a Flagship estão escrevendo o cenário de Resident Evil: Code Veronica, programado para ser lançado nesse Dezembro para o Dreamcast japonês (ele irá chegar aos EUA de um a três meses depois). “Veronica acontece depois de Resident Evil 2,” Okomoto disse, explicando onde o jogo se encaixa na saga RE, “então se nós seguirmos a sequência de tempo, Veronica é na verdade Resident Evil 3.”

OK, então por quê Code Veronica não é chamado Resident Evil 3 – especialmente quando Nemesis, cujo cenário não foi escrito pela Flagship, é mais uma espécie de side-story? Okamoto afirma logo: “Todo jogo da série Resident Evil no PSX é numerado, como do um ao três. Em outras plataformas, nós colocamos nomes nos jogos, como com Veronica.”

Code Veronica dá aos jogadores o controle de Claire Redfield de RE2 e seu irmão, Chris de RE1. Como você deve se lembrar do final de RE2, Claire estava se preparando para continuar sua busca por Chris na Europa, onde ele estava supostamente investigando o QG da Umbrella Corporation. Okamoto não quis entregar muito do enredo de Veronica, mas ele disse que ele não acontece na Europa como muitos esperavam. Ao invés disso, ele acontece em uma ilha onde a personagem do jogo foi capturada e da qual ela tenta escapar para um continente. Como outra dica para o enredo do jogo, Okomoto adicionou secretamente, “Eu vou dizer que ninguém está vivendo no continente. Ele é frio, e pinguins vivem lá.”

Você já viu imagens de Code Veronica e sabe qe ele é o primeiro jogo totalmente poligonal na franquia. Mas o que as imagens não mostram é a animação dos monstros, e é aqui que a série atinge novas alturas no terror. Zumbis possuem uma aparência de zumbi ainda mais convincente do que nunca antes. Ainda mais perturbador: os rostos dos zumbis funcionam. As bocas dos zumbis abrem e fecham. Os olhos piscam. E também tem os monstros de braços elásticos que parecem em par com os Tyrants dos jogos anteriores. Seus braços com velocidade da luz podem dar a Claire um golpe brutal mesmo estando do outro lado da sala.

Em termos de gameplay, Code Veronica tem duas aventuras completas – uma para Claire, uma para Chris – e traz de volta o sistema de zapping de RE2, apesar de não o fazer sem algumas diferenças. “Dessa vez,” Okamoto explicou, “alguém vai primeiro, e então alguém vai depois. A primeira personagem é a irmã mais nova, e o próximo personagem é o irmão. Dependendo do que a primeira pessoa fizer, isso altera a história. Se você arrombar um edifício, por exemplo, então a segunda pessoa o verá arrombado. É mais como um zapping real.”

Nós teremos mais informações sobre a história e o gameplay de Code Veronica quando ele estiver perto de ser lançado.

Figuras Não Incluídas

Resident Evil é uma mina de ouro de merchandising para a Capcom, gerando mais de $200 milhões em todo o mundo a cada ano. Na verdade, há coisas o suficiente para suprir as necessidades básicas de sobrevivência de qualquer fã de RE. Nu? Deslize em uma camiseta azul-uva. Sem músicas? Escute uma trilha sonora de Resident Evil. Quer reviver os jogos no seu jardim? Pegue action figures da Toy Biz (à esquerda), ou jogue RE ao ar livre com o Game.com da Tiger. Você irá até mesmo encontrar novas aventuras de RE nas novelizações da Simon & Schuster e quadrinhos da Wildstorm Productions.

Resident Evil 2 para o Nintendo 64

Naoto Tominaga, o produtor da Capcom responsável pelo RE2 para Nintendo 64, tinha uma expressão triunfante em seu rosto quando nós falamos com ele na E3. “As pessoas ficam dizendo que com o N64 você não pode ter vídeo e não pode ter áudio,” ele nos disse, “mas eu pensei vamos tentar, e nós fizemos isso.” O resultado é o maior cartucho até o momento – cerca de 64 megabytes, duas vezes o tamanho de The Legend od Zelda: Ocarina of Time.

Diferente dos backgrounds pré-renderizados borrados do Zelda 64, os ambientes de RE2 são vivos – mais do que a versão de Playstation. Conecte o RAM Pak para visuais ainda melhores.

A desenvolvedora Angel Studios (que também está por trás das vozes intensivas de Ken Griffey Jr.’s Slugfest) conseguiu comprimir tudo dos dois CDs originais do Playstation em um cartucho de N64. Isso inclui as histórias completas de Claire e Leon. O que inclui todas as vozes digitalizadas das cenas cinemáticas do jogo. Isso inclui os minigames Tofu e o 4th Survivor. Isso incluiu todas as sequências de vídeo, as quais com letterbox e um pouco embaçadas porém mais do que claras o suficiente para ver o que está acontecendo. Tudo está ali.

Coisas novas estão a caminho também, é claro. O Expansion Pak irá colocar o jogo em alta resolução, mas mesmo sem ele os gráficos serão mais limpos do que a versão de Playstation. Um banco de dados de informação permite que você colete e examine itens e documentos que explicam o enredo de toda a série RE. Toda a violência da versão de Playstation permanece, com a opção de diminuir o sangue se você estiver enjoado. Termine as duas aventuras, e itens serão randomicamente realocados se você jogar novamente. Você pode até mesmo escolher entre os esquemas de controles modelados para Zelda e Mario 64.

Mas e quanto ao custo do cartucho? Certamente um cartucho de 64 megabytes terá uma etiqueta de preço mais assustadora do que o jogo em si, certo? Tominaga disse para não temer. “Nós estivemos discutindo o preço com a Nintendo da América, e eles tem sido muito prestativos,” Tominaga disse. “Eu acho que eles podem conseguir um preço pelo qual o consumidor queira pagar. Nós podemos ficar um pouco no vermelho em cada unidade que nós vendermos, mas isso irá fazer os jogadores felizes.”

Resident Evil, Um Dia de Cada Vez

As histórias misturadas da série embaralham a sua cabeça? Entenda os fatos com essa linha do tempo que começa desde Maio de 1998.

11 de Maio: Primeiros acidentes acontecem no laboratório da mansão nas montanhas Arklay, próxima de Raccoon City

20 de Maio: Encontrado o corpo mutilado do andarilho

16 de Junho: Monstros caninos avistados nas montanhas Arklay.

22 de Julho: Umbrella ordena que Wesker traia o S.T.A.R.S., colete amostras e destrua o laboratório. Enquanto isso, uma série de assassinatos canibais aterrorizam a população de Raccoon City.

Fim de Julho: Como contado em RE1, cães devoradores de carne perseguem o Alpha Team do S.T.A.R.S., que inclui Jill e Chris, até uma mansão na floresta de Raccoon. Lá eles descobrem que a Umbrella Corporation está desenvolvendo a bioarma T-Virus, que muta tudo o que toca.

8 de Agosto: Jill, Chris e Barry falham em convencer o Departamento de Polícia de Raccoon a investigar o incidente na mansão.

24 de Agosto: Chris descobre. Umbrella está trabalhando no novo G-Virus. Ele vai à Europa investigar.

26 de Setembro: Hordas de zumbis atacam o Departamento de Polícia de Raccoon e cortam as comunicações.

27 de Setembro: Polícia falha em criar barricadas na delegacia; os primeiros lickers aparecem.

28 de Setembro: Jill Valentine se prepara para sair de Raccoon City logo quando os zumbis tomam a cidade. RE3 começa.

29 de Setembro: Os eventos de RE2 se desdobram. Leon e Claire fogem pelas ruas, delegacia e laboratório subterrâneo, onde eles descobrem que a Umbrella e seu G-Virus estão por trás desse novo ataque de zumbis. Em RE3, você controla Jill e Carlos durante esse mesmo intervalo de tempo.

RE: Code Veronica começa poucos meses depois, quando Claire é capturada em seu caminho para encontrar seu irmão na Europa. Aprisionada em uma ilha, Claire e Chris são os protagonistas do jogo.

Resident Evil para o Game Boy Color

Assim como a Angel Studios está conseguindo o feito impressionante de comprimir o RE2 para o cartucho do N64, a desenvolvedora britânica HotGen Studios está fazendo o mesmo com RE. O time deslizou cada sala do original para um cartucho de GBC de 32-Megabits.

Sobre como o jogo está visualmente, imagine jogar Resident Evil em um NES. Os ambientes estão crus mas reconhecíveis, e os personagens e monstros baseados em sprites aumentam e diminuem no background. “Surpreendentemente, poucos sacrifícios tem sido feitos na conversão”, disse um representante da HotGen. “Acho que o maior são os inimigos grandes com quem você tem de lutar. O GBC é bom em dispor sprites em escala em uma linha vertical – personagens altos como humanos são fáceis – mas não é tão fácil escalar muitos sprites numa linha vertical. Então, alguns dos inimigos maiores tiveram de ser repensados.”

A HotGen conseguiu até mesmo incluir alguns daqueles infames diálogos de RE.  “No momento nós temos diálogos de Resident Evil no jogo,” o representante disse. “Dependerá do tempo e do espaço nós colocarmos mais nele.”

OK, e agora?

Aí está. Isso é absolutamente tudo sobre Resident Evil no que a Capcom está trabalhando. Não poderia mesmo haver nada mais, certo? Umm, é claro que não. Apesar da Capcom não ter confirmado sua existência, outro RE para N64 está a caminho. Nós prometemos não revelar nenhum detalhe, mas confie em nós – ele está vindo, e irá levar a série de volta às suas raízes.

E quanto a jogos da série RE para outros sistemas? Só mantenha em mente que a Capcom é um empresa que apóia todos os consoles de sucesso. “Sim, nós temos projetos que envolvem Resident Evil.” Gardner disse. “Há projetos que envolvem o Dreamcast, e certamente o Playstation. Há projetos envolvendo o N64. Assumindo que ainda haja um N64 no próximo ano, então eu preciso de um produto para aquela plataforma. Eles eles fizerem algum tipo de mudança para o Dolphin, então o quão rápido nós seremos capazes de ter um produto para ele? Nós estamos considerando isso. A mesma coisa com o Playstation 2. Certamente nós queremos apoiá-lo, mas ao mesmo tempo você não olha para uma base instalada com o tamanho do Playstation e diz, ‘Eu não vou fazer nenhum produto para isso por que isso não é legal’. Isso não é uma boa decisão de negócio.”

Então nós dizemos de novo: prepare-se para uma longa espera até você jogar a “grande história final” da qual o produtor da série Mikami falou no início desse artigo. Jogos da série Resident Evil, brinquedos, livros – tudo – irão continuar para sempre, ou ao menos enquanto você continuar comprando. “Não há final ainda,” Okamoto, da Flagship, nos disse. “Nós vamos continuar nos focando no horror, no medo. E se for popular, continuará indo, indo e indo. Se não for popular, ela acaba.  Eu estou tentando fazê-la como a série de filmes de James Bond, onde há várias sequências e nenhum final. Eu quero que Resident Evil seja assim.”

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