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Filmes Sobre Relacionamentos

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Decidi começar a usar o blog do site mais ativamente. Como essa parte do site não tem conteúdo necessariamente relacionado com o resto dele, nesse post falarei de três filmes. Filmes esses que considero os melhores até o momento sobre relacionamentos humanos – amorosos, de forma mais específica.

São eles: Closer – Perto DemaisBrilho Eterno De Uma Mente Sem Lembranças e Encontros e Desencontros.

Closer – Perto Demais (2004)
(Closer)

“Me mostra! Onde está o amor? Eu não vejo, eu não toco… Eu não sinto. Só ouço, eu… Ouço algumas palavras mas não posso fazer nada com as suas palavras fáceis. O que você disser, é tarde demais.”
– Alice

Começando por Closer, a trama central dele gira em torno de relacionamentos amorosos, focando em quatro personagens: Alice (Natalie Portman), Dan (Jude Law), Anna (Julia Roberts) e Larry (Clive Owen). O filme conta com um misto de traições, mentiras, cenas e diálogo de sexo, e até mesmo uma parte que me lembro ter me divertido, o diálogo entre Larry e Dan em um chat na internet, no qual Dan engana Larry se passando por uma mulher.

É notável como os personagens do filme foram construídos de forma realista, inclusive cheios de defeitos, como todos nós. É claro que no filme os defeitos de alguns personagens, citando Dan – que acho o pior deles, em termos de comportamento e atitude como uma pessoa – se destacam, mas deve-se lembrar que isso acontece por que o filme segue de perto a vida de cada um, em especial a interação com seus companheiros/alvos de relacionamento, e por isso podemos ver tais defeitos em destaque.

A personagem que mais gostei no filme foi Alice; a mais jovem dentre os protagonistas, e a mais inocente; inocência que depois lhe foi roubada.Na primeira vez que vi o filme, por cima, tinha achado o final dele triste. Porém, depois vi que não, que era o final mais perfeito que poderia ter sido exibido.

Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças (2004)
(Eternal Sunshine of the Spotless Mind)

“Eu poderia morrer agora, estou tão feliz. Nunca senti isso antes. Estou exatamente onde queria estar.”
– Joel

Outro filme de 2004. Confesso que quando li a sinopse e vi que o protagonista era Jim Carrey, tive minhas dúvidas sobre o filme. Apesar do excelente Show de Truman, tinha para mim a imagem de Carrey como um ator perfeito – para comédias.
Mas tudo mudou quando comecei a ver o filme.

Em primeiro lugar, me chamou a atenção que o filme situa o espectador em um mundo onde não é preciso sofrer por amor: uma empresa criou um processo que apaga todas as memórias da pessoa relacionadas à pessoa que ela amou/ama/quer deixar de amar. Isso inicialmente me pareceu algo que seria extremamente interessante na vida real, mas que o filme mesmo se encarregou de me fazer reconsiderar.

Jim Carrey interpreta Joel, um homem solitário e introspectivo, que conhece uma bela jovem de cabelos coloridos, Clementine (Kate Winslet), e com a qual inicia um relacionamento.

No decorrer do filme, ele decide apagar a garota de suas memórias, mas depois se arrepende, e começa a lutar contra o tempo para não ter todas elas apagadas.

Contar mais sobre o filme estragaria a surpresa de quem ainda não o viu – há alguém? =P -, então encerrarei por aqui.


Encontros e Desencontros (2003)

(Lost in Translation)

“No momento que você sabe quem você é e o que quer, ao menos as coisas não ficam mais tristes.”
– Bob Harris

O mais “leve” dos três filmes, mas com uma história igualmente excelente.

Bob Harris (Bill Murray) é um ator em fim de carreira, que foi à Tóquio gravar um comercial de uísque.Charlotte (Scarlett Johansson) é a esposa de um famoso fotógrafo que foi à Tóquio a trabalho.

Graças a diferença de fuso horário do país, que causa insônia em ambos, eles acabam se conhecendo no bar do hotel em que estão hospedados. A partir daí, eles se encontram constantemente, e passam a conversar bastante sobre seus problemas, seus sonhos, enfim, suas vidas.

Uma coisa interessante no filme, é que no decorrer dele Bob e Charlotte não tem nenhum envolvimento amoroso. Em determinado momento, eles começam a circular juntos pela cidade,conversam constantemente, até mesmo dormem na mesma cama, mas sem fazer nada além disso. Ainda assim, é perceptível que eles gostam um do outro, e que sentirão falta um do outro quando o inevitável acontecer: eles tiverem concluído o que foram fazer em Tóquio, e partirem.

Não posso deixar de mencionar que no final do filme, Bob sussurra algo para Charlotte que não é possível entender o que é. A única coisa que pude entender foi um “ok?” no final da frase.

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