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Crítica: Um Crime Americano

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Ok, confesso que apesar de já saber um pouco o que esperar de Um Crime Americano (An American Crime, 2007), o filme ainda assim conseguiu me surpreender.
O filme baseia-se nos depoimentos tomados no tribunal, durante um caso real.

O ano é 1965, e o local é Indianápolis (EUA). Os pais de Sylvia (Ellen Page) e Jenny Likens (Hayley McFarland), que são artistas circenses, deixam suas filhas aos cuidados de Gertrude Baniszewski (Catherine Keener), mãe de seis filhos, serviço pelo qual Gertrude receberá 20 dólares por semana.

Os problemas começam quando o cheque do pai das garotas atrasa. Como punição, Gertrude decide bater nas duas, porém, Sylvia pede para apanhar pela irmã, ao ver o terror nos olhos da garota. De forma perturbadora, Gertrude consola a garota depois de agredí-la.

O que acontece em seguida é pior. Paula (Ari Graynor), a filha mais velha de Gertrude, confessa para Sylvia que está grávida de um comerciante casado, e pede que ela não conte a ninguém. Quando boatos sobre esse fato se espalham, ela culpa a pobre garota, e inicia uma vingança contra ela, dizendo para a mãe que Sylvia a difamava, e já sabendo que tipo de reação se seguiria por parte de sua perturbada genitora.

A partir desse momento, começa o suplício da pobre Sylvia, que é obrigada, por exemplo a enfiar uma garrafa em sua vagina. D=

As coisas só pioram, e Sylvia acaba sendo jogada no porão, se tornando vítima de uma série de maus tratos brutais, tais como espancamento, queimaduras de cigarro, etc.
Uma das coisas mais perturbadoras do filme é assistir não só os filhos de Gertrude torturarem a menina – apesar de dizerem no tribunal que foram obrigados, durante as torturas fica claramente esplícito que eles gostaram do que estavam fazendo – mas também colegas de escola que eles trazem para casa. É exibido um lado doentio do ser humano, já que bastou a insistência de um dos filhos de Gertrude sobre uma adolescente para convencê-la a queimar Sylvia com um cigarro aceso!

Tudo se torna mais penoso pelo fato de Sylvia não reagir. Mesmo quando acusada de algo que não fez, ela pede desculpas, mas acaba sendo ferida de qualquer forma. Foi impossível para mim não sentir pena da personagem, nem uma completa revolta com a situação à qual a submeteram e sobretudo para com seus algozes.

A conclusão apresentada no filme, apesar de triste, era inevitável, e torna a história ainda mais impactante. Ao final do filme, não se espante se você ver até mesmo as crianças como monstros, liderados por sua mãe, Gertrude.

Filme recomendadíssimo.

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